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LATINX WEALTH: reservas, investimentos e aposentadoria

Depois de falarmos dos dados do empreendedorismo latino e suas projeções para o futuro, de mergulharmos nas propriedade imobiliárias e de apresentarmos a comunidade LatinX em seus expressivos números, voltamos para falar de como lidamos com o dinheiro. 

Como o objetivo do Hispanic Wealth Project, é o desenvolvimento da comunidade via habitação, desenvolvimento de pequenas empresas e construção de riqueza, parte da pesquisa é voltada para reservas e investimentos.

Latinos e contas de aposentadoria 

Latinos com contas de aposentadoria têm um patrimônio líquido médio de US $133.300, quase 10x a riqueza dos que não têm. Esse é um investimento essencial na construção de riqueza, por isso é um ponto tão relevante para se pesquisar.

Por ser um investimento baseado no mercado de ações, a falta de compreensão de como funciona é o principal motivo da baixa adesão aos planos de aposentadoria. O mercado de ações causa um efeito “bicho papão” para os leigos e tem quem acabe perdendo dinheiro por se julgar incapaz de aprender. 

Dos participantes da pesquisa, 25% dos latinos relataram não saber como investir em contas de aposentadoria, 10% não acreditam na segurança do investimento e 9% nunca ouviram falar.

Ainda que o desconhecimento sobre o investimento seja um dos principais motivos para não fazê-lo, 25% dos latinos responderam que não podiam pagar planos desse tipo, ainda menos que os 40% dos brancos não hispânicos, ou seja, uma questão mais cultural que financeira. 

Como se não bastasse a histórica baixa taxa de adesão, entre 2016 e 2019, os latinos reduziram sua participação em contas de aposentadoria em 14,1%, continuando a tendência de ter a menor taxa de participação entre os grupos estudados. 

Capacidade de economizar: 

Em 2019, 44,7% das famílias latinas relataram que tinham capacidade de economizar, em comparação com 58,6% da população em geral. Entre os entrevistados da Pesquisa de 2021, 39% dos latinos têm menos de US $1.000 em economias.

Educação para gerar confiança

Muito da desconfiança em não participar de alguns investimentos vem de questões culturais e da falta de informação. Latinos têm pouca diversificação de ativos, o que levou as empresas latinas a terem mais prejuízos durante a pandemia. (Vimos esse dado no post sobre empreendedorismo latino)

Em 2019, 25,5% das famílias latinas tinham uma conta de aposentadoria, a taxa mais baixa de qualquer grupo demográfico por uma margem grande. Apesar dos significativos crescimentos na área profissional e imobiliária, o setor de economia e investimento ainda não encontra a mesma tendência no mundo LatinX.  

Mas podemos ver uma luz no fim do túnel, educação e orientação podem surtir efeito e ter o poder de modificar essa cultura (ou qualquer outra!). Durante a pesquisa apurou-se que 18% estaria propenso a aprender sobre aposentadoria com familiares ou alguém de confiança, uma porcentagem mais baixa, se mostrou propensa a workshops, sejam eles presenciais ou virtuais. 

Investimentos e aposentadoria

Como já dissemos, os investimentos da população latina são pouco diversificados e quando falamos em mercado de ações, a participação desse grupo é ainda menor. Pela pesquisa, podemos identificar algumas possíveis razões para esses fatos:

  1. Os latinos preferem investimentos físicos, palpáveis e que possam ser compreendidos intuitivamente.
  1. As percepções dos latinos sobre a aposentadoria diferem das dos não latinos e quase sempre, podem ser explicadas por fatores socioeconômicos. Realização educacional, casa própria, propriedade de negócios e renda, desempenham papéis ​​na predisposição de uma família latina para participar de investimentos.

O fato da participação dos latinos em contas de aposentadoria ter diminuído em 14% é preocupante. A aposentadoria não só traz vantagens fiscais, como proporciona salvaguarda financeira, diversifica ativos e beneficia por juros compostos. 

Além disso, confiar inteiramente na Previdência Social pode ser arriscado, já que os benefícios têm a tendência de se tornarem insuficientes, e menos confiáveis com o tempo, para manter um padrão de vida razoável na velhice. 

E essa preocupação não é individual, se as taxas de poupança para aposentadoria futura permanecerem constantes, o Employee Benefit Research Institute prevê que quase metade (48%) de latinos com idades entre 35 e 39 anos hoje podem ficar sem dinheiro na aposentadoria.

Fatores socioeconômicos

Mais uma vez mostrando que a educação e propriedade imobiliária são ferramentas transformadoras de hábitos, esses são fatores que influenciam e impulsionam a participação em contas de aposentadoria. 

Entre os entrevistados pela pesquisa, 67% dos latinos com diploma de bacharel ou superior e mais da metade (51%) dos proprietários latinos possuem e investem em uma conta de aposentadoria. Da mesma forma, entre os latinos mais ricos, 71% dos entrevistados que ganham US $100.000 ou mais anualmente relataram ter uma conta de aposentadoria.

Entretanto, mesmo entre aqueles que têm acesso a contas de aposentadoria fornecidas pelo empregador, os latinos são os mais hesitantes em participar. O acesso às contas de aposentadoria patrocinadas é menos provável para latinos em geral, entretanto, mesmo quando é dada a opção, eles são os menos propensos a participar. Apenas 44% das famílias latinas têm acesso a um plano de aposentadoria, dessas, apenas 75% contribuíram, tendo a menor adesão dentre os outros grupos estudados. 

Percepções Culturais e Expectativas para Aposentadoria

Alguns pontos devem ser levados em consideração ao se pensar na aposentadoria de um latino nos EUA. A cultura, os hábitos e costumes vêm à tona e falam muito sobre essa fatia da população. 

Seguem algumas informações relevantes para entender melhor a população latina:

Trabalhar na aposentadoria

De toda a população, os latinos representam 15% dos que não  têm intenção de se aposentar ou de parar de trabalhar permanentemente, 50% a mais do que a população em geral. Acredita-se que questões culturais ligadas ao sustento da família, à precarização do trabalho, ao orgulho de trabalhar e à concepção do que é um aposentado, são grandes responsáveis por essa tendência. 

Isso é mais comum entre os locatários latinos (21%) e latinos com menos de 35 anos (19%). As respostas sugerem uma certa aversão desse grupo à ideia de aposentadoria.

Cuidado com o mais velhos

Os latinos em geral, são mais apegados à família e, muitas vezes por questões econômicas, costumam viver juntos na mesma casa em diversas fases da vida. Assim, 41% dos entrevistados latinos acreditam que terão que apoiar seus pais (ou avós, tios) durante a aposentadoria dos mesmos. 

Por outro lado, 70% dos brancos não latinos não esperam ter de cuidar de um dos pais até a aposentadoria.

Na mesma linha, os latinos eram o grupo demográfico mais provável de esperar que a maioria de seus fundos de aposentadoria fosse fornecida por seus filhos, o dobro da taxa da população em geral.

Desconfiança e falta de familiaridade estão levando à baixa participação de investimento

O principal motivador da baixa participação em contas de aposentadoria para os latinos não é a falta de fundos, mas o desconhecimento de como funcionam os investimentos baseados no mercado de ações. 

Ao serem questionados sobre os motivos de não investirem em aposentadoria, os latinos foram os mais propensos a responder que não sabem como investir (25%), que acham que não é um investimento seguro (10%), ou que nunca ouviram falar no assunto (9%), comparados aos entrevistado brancos não hispânicos.

Menor capacidade de economizar

A maioria dos americanos, como dos brasileiros, usa a tradicional poupança para guardar o seu dinheiro, mesmo que depois faça algum investimento com ele. Essas economias costumam salvar o estilo de vida de uma pessoa quando há instabilidade financeira. 

Assim como a tendência de planejamento de aposentadoria dos latinos é alarmante, a tendência de poupança não fica atrás. De acordo com a Pesquisa de Finanças do Consumidor, os latinos relatam ter a menor capacidade de economizar de qualquer grupo demográfico. 

Em 2019, apenas 44,7% dos lares latinos conseguiram economizar alguma coisa, em comparação com 58,6% da população em geral, taxa que é constantemente a mais baixa desde 2010. O valor médio de reserva das famílias que conseguiram economizar só é maior que o  das famílias negras.

Durante os fechamentos e restrições de locomoção em 2020, os lares americanos, em sua maioria, relataram um aumento nas suas economias. A falta de opção de viajar, de frequentar eventos sociais e restaurantes, permitiu que o dinheiro sobrasse. 

Porém, para a população mais carente, como parte dos latinos (42%) e da população negra (44%), o período apenas dificultou a vida financeira e a economia se tornou ainda menor que em anos anteriores. 

Juros compostos

O latinos que têm capacidade de juntar um dinheirinho extra, escolhem só juntar mesmo e guardam o dinheiro em contas sem juros, como poupanças ou mesmo fora dos bancos, guardando em casa ou em cofres. Aquele costume de juntar o dinheiro no colchão, sabe? 47% dos entrevistados guardam dinheiro extra na conta bancária mesmo. 

Mesmo quando se trata de proprietários de empresas, os empresários latinos têm 3x mais probabilidade do que os não empresários de relatar manter dinheiro extra em casa (35% contra 11%).

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