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Quem são as mulheres latinas que movem os EUA? (Parte 1)

Dia 8 de Março é o Dia Internacional da Mulher, data que exalta a luta das mulheres por direitos iguais, o combate a violência e o fim do machismo e misoginia. A data foi oficializada pela ONU apenas em 1975, mas já era celebrada, pelo menos, desde 1910. O Dia da Mulher nasceu como celebração de décadas de engajamento político das mulheres e pelo reconhecimento da causa feminina.

Planejamos um artigo (em duas partes) para celebrar nossas lutas e conquistas e fazer um panorama da influência, relevância e força da mulher latina nos EUA. Elas vêm de diversas origens, têm variados níveis de educação e experiências de trabalho, que definem sua integração social e econômica. 

Vamos começar conhecendo quem elas são?

Quem são e onde estão as mulheres latinas dos EUA?

O sucesso das Latinas e o dos Estados Unidos estão necessariamente ligados. As mulheres latinas estão em grande número (por volta de 30 milhões), o que as torna base da economia americana e extremamente influentes em assuntos relevantes, como nas eleições. 

Ainda assim, mais da metade das latinas são americanas de segunda, terceira e quarta geração, que enfrentam desigualdades estruturais profundamente enraizadas em educação, saúde e  economia, limitando a capacidade das Latinas de construir riqueza geracional.

Veja alguns números que mostram a situação demográfica dessa mulheres:

  • São quase 30 milhões de mulheres latinas vivendo nos Estados Unidos, representando 18,1% de todas as mulheres do país.
  • Califórnia e Texas têm as maiores populações latinas, com 7,7 milhões e 5,7 milhões de Latinas, respectivamente. Flórida, Nova York, Arizona e Illinois têm cada um mais de 1 milhão de latinas. Juntos, esses seis estados abrigam 68,2% de todas as latinas que vivem nos Estados Unidos.
  • A grande maioria das latinas nos EUA é de origem mexicana (62%). A população restante é de porto-riquenhos (8,7%), cubanos (4,1%), centro-americanos (8,9%), sul-americanos (6,8%) ou outra origem latina (9,5%).
  • 34% das mulheres latinas tem entre 0 e 19 anos, em comparação com 20% das mulheres brancas não hispânicas.
  • Apenas 9% das latinas estão em idade de aposentadoria, em comparação com 22% das mulheres brancas não hispânicas.
  • Estima-se que 27% de todas as mulheres nos Estados Unidos serão latinas até 2060.

Como é o acesso à educação das mulheres latina nos EUA?

Como em todos os indicadores, as mulheres latinas têm feito avanços significativos no nível educacional nas últimas duas décadas. Normalmente, ao aumentar a participação escolar e os graus de escolaridade, abre-se a chance de diminuir o desemprego e aumentar os rendimentos. 

Porém, alguns grupos demográficos enfrentam mais dificuldades que outros. Cresce todo ano o número de mulheres latinas que se formam no ensino médio e na faculdade, porém isso ainda não reflete no acesso a oportunidades. Os latinos como um todo contribuíram com US $2,6 trilhões para a economia dos EUA em 2019, mas as latinas ainda ganham 55 centavos para cada dólar ganho por homens brancos não hispânicos. 

A pesquisa do AAUW aponta os seguintes dados sobre a educação das latinas nos EUA:

  • As taxas de graduação das latinas ainda ficam atrás das de outros grupos demográficos.
  • As latinas têm a maior taxa de abandono do ensino médio de qualquer raça/etnia de mulheres, exceto índias americanas/ Mulheres nativas do Alasca.
  • Entre 2000 e 2019, a proporção de latinas com 25 anos ou mais que concluíram o ensino médio ou superior aumentou 26,6%.
  • Entre 2000 e 2019, a proporção de latinas com 25 anos ou mais que tinha um diploma de bacharel ou superior quase dobrou.
  • Em 2019, mais de 1,1 milhão de latinas (5,7%) possuíam diplomas avançados.
  • As famílias latinas com um chefe de família que tinha um diploma universitário de quatro anos ganhavam duas vezes mais do que as famílias cujo chefe de família não tinha diploma universitário.
  • Embora a escolaridade tenha o poder de reduzir a diferença salarial, as latinas com diplomas avançados ainda ganham menos do que homens brancos não hispânicos com diploma de bacharel. 

Nós sabemos que o nível de escolaridade e a capacidade de se manter até o fim na escola não tem ligação direta com cultura, interesse ou força de vontade. Mulheres latinas são constantemente responsáveis pelas famílias e pelos filhos, o que muitas vezes as obrigam a priorizar o trabalho em detrimento do estudo. 

Acesso das mulheres latinas à saúde

As mulheres latinas são as mais propensas a não ter seguro de saúde do que mulheres em quase qualquer outro grupo demográfico.

  • Em 2019, 82,7% das latinas tinham seguro de saúde, em comparação com 93,7% das mulheres brancas não hispânicas. 
  • Entre as latinas de 18 a 64 anos, apenas 76,6% estavam cobertas por seguro, em comparação com 92,4% das mulheres brancas não hispânicas na mesma faixa etária.
  •  Entre as mulheres com salários abaixo de US$ 25.000 por ano, 31% das latinas não têm seguro, em comparação com 16% das mulheres brancas não hispânicas.

Esses dados carregam traços culturais e costumes tradicionais, já que mesmo fora dos EUA, os latinos não tem costume de adquirir seguros, a não ser quando obrigatórios, ou quando são fornecidos pelo empregador. 

Porém, o status de migração afeta o acesso ao seguro de saúde patrocinado pelo empregador. Mães latinas nascidas nos EUA eram mais propensas (56%) a ter acesso ao seguro de saúde patrocinado pelo empregador, em comparação com 42% das mães latinas nascidas no exterior.

A crise sanitária causada pela pandemia do COVID-19 escancarou os riscos associados à falta de acesso aos cuidados de saúde. A instabilidade financeira, a alta participação em ocupações essenciais e as famílias formadas por várias gerações morando em uma casa só, contribuíram para as altas taxas de mortalidade entre as latinas pelo Coronavírus.

Preservação Cultural 

O desafio de muitos imigrantes é encontrar um equilíbrio entre absorver e se adequar à cultura local e manter viva a memória de sua cultura de origem. No caso das mulheres, que costumam ser chefes de família, o desafio é ainda maior ao serem responsáveis por crianças e idosos. 

  • 53% das mulheres latinas acima dos 16 anos, vivem em casas bilíngues que abraçam as duas culturas plenamente. São chamadas de 200% por se dizerem 100% latinas e 100% americanas. 
  • 22% das mulheres com mais de 16 anos, dependem totalmente do espanhol. Somadas aos 53% de mulheres bilíngues, são 75% das casas que falam espanhol. Apenas 25% falam apenas inglês. 
  • Entre as mães latinas, 74% considera fundamental que os filhos falem sua língua de origem, como forma de preservação da cultura. 
  • 86% prefere restaurantes de comida latina para manter o paladar acostumado aos sabores de casa. 
  • 69% acha importante respeitar culturas e crenças tradicionais, ao invés de entrar de cabeça na cultura do novo país. 

Para saber mais…

Em breve postaremos a segunda parte nos aprofundando na situação econômica e política da mulher latina nos EUA. Fique ligado!  

Se quiser saber mais sobre a comunidade LatinX, temos uma série de artigos que podem te interessar: 

LATINX COMMUNITY: é só o começo!

LATINX POWER: os latinos e o mercado imobiliário nos EUA

LATINX WEALTH: reservas, investimentos e aposentadoria

LATINX IN BUSINESS: latinos e empreendedorismo nos EUA

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